Violência Doméstica, 2.º Dia

Hoje o espaço é dedicado aos mitos.

Mitos

Do lado esquerdo da tabela encontramos um conjunto de ideias erradas que fazem com que o problema da violência doméstica se reproduza. Do lado direito, estão elencadas informações que pretendem desconstruir os mitos.

Há muitas pessoas que pensam que… A verdade é que…
A violência existe em grupos sociais com menores recursos económicos ou com baixas habilitações literárias. A violência doméstica existe em todas as classes sociais. É um problema que não conhece fronteiras e existe em todos os credos, países, grupos com mais ou menos instrução, mais ou menos poder económico.
Entre marido e mulher não se mete a colher. O problema da violência doméstica é problema que diz respeito a todos e a todas. Também por isso se trata de um crime público, o que quer dizer que qualquer pessoa que se aperceba de um crime de violência doméstica pode e deve denunciá-lo.
Sempre houve violência entre maridos e mulheres, é normal. É normal haver conflitos entre os casais, ou seja, diferenças de opiniões, de ideias, de interesses. O que não é normal é tentar resolver essas diferenças impondo a sua vontade através da violência. A violência não é aceitável.
Se ela/e fica na relação, é porque gosta de levar. Nenhuma vítima de violência doméstica gosta de ser maltratada. Existem muitas razões que levam uma vítima a permanecer na relação abusiva: o medo de perder os filhos/as; a dependência económica; o medo de represálias; ou por não estar informada sobre os seus direitos.
Há pessoas que provocam e merecem ser maltratadas. Ninguém merece ser maltratado, independentemente do que faça ou diga. Todas as pessoas têm o direito de viver sem sofrer violência.
O que causa a violência é o álcool e as drogas. A vontade de agredir está na pessoa e não no álcool ou drogas. Estas substâncias podem estimular comportamentos violentos, mas também há pessoas que as consomem e não são violentas, assim como há pessoas que são violentas e não as consomem.
Agora as coisas estão mais calmas. Eu sei que ele/a não me volta a bater.   O que a teoria do ciclo da violência nos indica é que uma vez que começam os episódios de violência, a tendência é para que se repitam. A frequência e a intensidade dos episódios tendem a aumentar também.
Quando a agressão física para, tudo fica bem.   Após uma agressão física, permanecem as consequências: as físicas e as psicológicas.
Se ele/a tem ciúmes, é porque gosta de mim.   Sentir ciúmes é normal. Está relacionado com as nossas inseguranças e com o medo de perdermos o outro. O que não é normal é mostrar o ciúme através do controle do outro. Controlar outra pessoa é exercer violência sobre ela. Não é amá-la.

Como pedir ajuda?

– Procure apoio psicológico. Estando emocionalmente mais fortalecida/o, estará mais capaz dizer não a uma vida sem violência e obter ferramentas que lhe permitam lidar com os problemas que surgem no dia-a-dia.

– Apresente queixa. Denuncie quem maltrata. A apresentação de queixa confere à vítima um conjunto de direitos.

– Procure uma instituição de apoio a vítimas.

[Sandra Furtado é Socióloga e colabora no Consultório PlenaMente em consultas de Orientação Ocupacional. Para mais informações clique aqui.]

12 comentários em “Violência Doméstica, 2.º Dia”

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